Exames

De quanto em quanto tempo fazer exame de vista, por idade e por condição

Equipe Clínica Vision ·

A frequência do exame de vista depende da idade e de condições como diabetes, histórico de glaucoma na família e uso de corticoide. Para quem não tem doença ocular nem fator de risco, o Conselho Brasileiro de Oftalmologia recomenda consulta anual a partir dos 40 anos e avaliação periódica antes disso, mesmo sem sintoma. Quem tem fator de risco volta em intervalo menor, definido pelo oftalmologista.

Exame de vista na Clínica Vision, no Centro de Juiz de Fora

Por que enxergar bem não é critério para adiar

A maioria das pessoas marca exame de vista quando alguma coisa incomoda: a letra do celular ficou pequena, o farol à noite virou um borrão, a dor de cabeça no fim do dia virou rotina. É o critério errado. As doenças que mais tiram visão de forma definitiva não avisam no começo.

O glaucoma é descrito pela Sociedade Brasileira de Glaucoma como uma doença silenciosa, que na grande maioria das vezes não traz sintoma nem sinal e que costuma se manifestar só depois dos 40 anos. A retinopatia do diabetes segue a mesma lógica: o Conselho Brasileiro de Oftalmologia recomenda acompanhamento regular de quem tem diabetes mesmo sem queixa, porque a lesão nos vasos da retina começa antes de qualquer sintoma. A catarata embaça tão devagar que muita gente se acostuma sem perceber.

Por isso a consulta oftalmológica tem data, e não só motivo. O que ela inclui e como agendar está na página de exame de vista da Clínica Vision. Este artigo responde a pergunta que vem antes: de quanto em quanto tempo você, seu pai ou seu filho deveria estar nessa cadeira.

Páginas citadas: exame de vista.

A tabela por idade, segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia

Em 10 de setembro de 2026, no 70º Congresso Brasileiro de Oftalmologia, em Salvador, o CBO lançou um documento com a rotina de consultas para cada fase da vida. Os intervalos abaixo são desse documento e valem como parâmetro mínimo para quem não tem doença ocular nem fator de risco. Quem tem, volta antes, e é o oftalmologista quem define o quanto antes.

  • Recém-nascido: teste do reflexo vermelho, o teste do olhinho, nas primeiras 72 horas de vida ou antes da alta da maternidade. A Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica e a Sociedade Brasileira de Pediatria dizem o mesmo, e a SBP acrescenta que, se não foi feito na maternidade, deve ser feito na primeira consulta do bebê.
  • De 0 a 36 meses: o teste do olhinho se repete com o pediatra, pelo menos três vezes por ano nos três primeiros anos, junto com os marcos do desenvolvimento visual.
  • De 6 a 12 meses: a primeira consulta oftalmológica completa, com médico oftalmologista. A SBOP orienta procurar antes se o bebê não faz contato visual aos 2 meses ou não acompanha objetos aos 6 meses.
  • De 3 a 5 anos: pelo menos uma consulta completa antes da alfabetização. A SBOP indica que o ideal é aos 3 anos, com medida da acuidade visual, teste de alinhamento dos olhos e fundo de olho com dilatação.
  • De 12 a 18 anos: uma avaliação completa, porque é a fase em que a miopia mais surge e progride.
  • Adultos até 39 anos: avaliação periódica, mesmo sem sintoma. O CBO registra que doenças relevantes podem se instalar nessa faixa sem manifestação nenhuma.
  • De 40 a 64 anos: consulta anual. É a idade em que a prevalência do glaucoma chega a cerca de 2% e em que a presbiopia, a dificuldade para ler de perto, aumenta de forma progressiva.
  • 65 anos ou mais: acompanhamento anual no mínimo, com atenção reforçada para catarata, glaucoma e degeneração macular relacionada à idade.
De quanto em quanto tempo fazer exame de vista
IdadeCom que frequência
Recém-nascidoTeste do olhinho nas primeiras 72 horas de vida
0 a 36 mesesTeste do olhinho ao menos três vezes por ano
6 a 12 mesesPrimeira consulta completa com oftalmologista
3 a 5 anosAo menos uma consulta antes da alfabetização
12 a 18 anosUma avaliação completa, fase em que a miopia surge
Até 39 anosAvaliação periódica, mesmo sem sintoma
40 a 64 anosConsulta anual
65 anos ou maisAcompanhamento anual, no mínimo

Parâmetro mínimo do CBO para quem não tem doença ocular nem fator de risco. Quem tem volta antes, no intervalo que o oftalmologista definir.

As condições que encurtam o intervalo

A tabela é o piso. O documento do CBO diz que, havendo doença crônica, histórico familiar de doença ocular ou exposição a circunstâncias específicas, cabe ao oftalmologista reduzir o intervalo a partir da avaliação individual. As condições mais comuns são estas:

  • Diabetes. É a que tem regra mais clara. O CBO recomenda avaliação com pupilas dilatadas desde o diagnóstico e acompanhamento regular mesmo sem queixa. A orientação reunida pela BVS Atenção Primária em Saúde detalha: no tipo 2, o exame de fundo de olho começa no diagnóstico e se repete a cada ano; no tipo 1, começa cinco anos depois do diagnóstico e segue anual. Dois anos só para quem teve exames anteriores normais e tem baixo risco, decisão do médico. Mulher com diabetes que planeja engravidar deve ser avaliada no primeiro trimestre. O exame é o mapeamento de retina.
  • Hipertensão arterial. Entra no grupo das doenças crônicas em que o CBO manda intensificar o acompanhamento, porque a pressão alta atinge os vasos da retina. O intervalo é do oftalmologista, caso a caso.
  • Histórico familiar de glaucoma. A Sociedade Brasileira de Glaucoma aponta a genética como a principal causa: o paciente já nasce com a tendência. Quem tem pai, mãe ou irmão com glaucoma precisa de consultas periódicas com medida da pressão do olho e fundo de olho, sem esperar os 40 anos para começar.
  • Miopia alta. Aumenta o risco de descolamento de retina, segundo o H.Olhos, e é fator de risco para glaucoma. Pede intervalo menor, com mapeamento de retina na rotina.
  • Uso de lente de contato. A lente molda a superfície da córnea, como a página de topografia da clínica explica. Quem usa precisa de acompanhamento regular com o médico que adaptou, e não só quando a lente incomoda.
  • Corticoide por tempo prolongado. Em nota conjunta de 2026, a Sociedade Brasileira de Glaucoma, o CBO e a SBOP alertaram que, depois de algumas semanas de uso crônico, em qualquer apresentação, a pressão do olho pode subir. As três entidades recomendam monitorar a pressão intraocular em quem usa por período prolongado, com atenção especial a crianças e a quem já tem fator de risco.

Páginas citadas: mapeamento de retina, topografia de córnea, tratamento de glaucoma.

O que a consulta inclui e quais exames podem ser pedidos

Exame de vista é o nome popular da consulta com o oftalmologista. Na Clínica Vision, ela é feita por médico e tem três partes: a conversa sobre o que você sente e sobre o histórico, a medida do grau para óculos ou lentes de contato, e a avaliação das estruturas do olho, o que inclui córnea, cristalino, retina e nervo óptico. Ao fim, você sai com a receita, se precisar, e com a orientação sobre acompanhamento ou tratamento, quando houver algo a cuidar.

É o médico quem decide, na consulta, se algum exame complementar é necessário. Quando é, ele é feito na própria clínica. Os que mais entram na rotina de quem tem alguma das condições acima: o mapeamento de retina, para diabetes, hipertensão e miopia alta; a OCT, para medir as fibras do nervo óptico em suspeita de glaucoma ou ver as camadas da mácula; a topografia de córnea, para astigmatismo alto, grau que muda rápido ou adaptação de lente; e a retinografia, a fotografia do fundo do olho que fica guardada para comparar de um ano para o outro.

Parte dessas avaliações pode pedir dilatação da pupila. Quando isso acontece, a visão fica embaçada e sensível à luz por algumas horas. Por precaução, vá acompanhado ou sem dirigir, e leve óculos escuros.

Páginas citadas: mapeamento de retina, OCT, topografia de córnea, retinografia.

Sinais que pedem consulta fora do calendário

O calendário vale para quem está sem queixa. Alguns sinais não esperam a próxima data, e alguns pedem avaliação no mesmo dia. O H.Olhos, hospital de referência em São Paulo, lista entre os sintomas do descolamento de retina a visão turva ou embaçada, os flashes de luz e a sensação de insetos voando na frente dos olhos, e alerta que, sem tratamento a tempo, a perda pode se tornar permanente.

  • Visão embaçada ou perda de visão que apareceu de repente, em um olho ou nos dois.
  • Flashes de luz, principalmente no escuro, ou uma chuva de pontos e moscas volantes novas.
  • Uma sombra fixa, como uma cortina, em parte do campo de visão.
  • Dor no olho, sobretudo com olho vermelho e visão embaçada ao mesmo tempo. Pode ser o glaucoma agudo, que é urgência.
  • Vermelhidão que não passa em poucos dias, secreção ou sensibilidade forte à luz.
  • Dor de cabeça ao ler ou no fim do dia e dificuldade para focar de perto, que costumam ser grau errado ou presbiopia.
  • Em crianças: não fazer contato visual aos 2 meses, não acompanhar objetos aos 6 meses, um olho que desvia, cabeça inclinada para enxergar, rosto colado no caderno ou na tela.

Se você está cuidando de pai ou mãe

Depois dos 65 anos, o CBO pede acompanhamento anual no mínimo, com atenção reforçada a catarata, glaucoma e degeneração macular. É a faixa em que a frase 'eu enxergo bem' mais engana, porque a perda é lenta e a pessoa se adapta: aumenta a letra, evita dirigir à noite, para de ler e chama de cansaço. Quem está de fora costuma perceber antes.

Se faz mais de um ano que seu pai ou sua mãe não passa por um oftalmologista, esse é o sinal. Ao agendar pelo WhatsApp, avise que a consulta é para outra pessoa: o atendimento orienta o que trazer. Leve os óculos atuais, exames e receitas anteriores, a lista dos remédios de uso contínuo, documento com foto e o cartão do convênio.

E vá junto. O acompanhante ajuda a lembrar o histórico, anota as orientações e conduz a pessoa de volta se houver dilatação da pupila. A consulta e os exames são cobertos pelos convênios atendidos pela clínica, e o valor da consulta particular é informado no WhatsApp antes de agendar.

Como transformar isso numa rotina

Amarre a consulta a uma data que já existe: o mês do aniversário, o retorno anual com o clínico geral, o início do ano letivo das crianças. Quem tem diabetes pode marcar o mapeamento de retina junto com os exames de sangue de rotina, para que um lembre o outro. E guarde os laudos: parte do valor da retinografia e da OCT está na comparação com o exame anterior.

Se a última consulta foi há mais tempo do que a tabela indica para a sua idade, ou se você tem alguma das condições listadas e nunca foi avaliado por causa dela, o próximo passo é agendar o exame de vista antes de sentir qualquer coisa.

Este artigo aprofunda uma dúvida. O procedimento por inteiro, quem faz e como agendar estão na página de exame de vista.

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Perguntas frequentes

Exame de vista é a mesma coisa que consulta com oftalmologista?

Sim. Exame de vista é o nome popular da consulta oftalmológica, em que o médico mede o grau e avalia a saúde dos olhos, incluindo córnea, cristalino, retina e nervo óptico. É diferente do teste feito em ótica: é conduzido por médico e serve também para encontrar doenças que ainda não dão sintoma.

Criança precisa de oftalmologista mesmo sem reclamar de nada?

Precisa. O CBO e a Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica recomendam a primeira consulta completa entre 6 e 12 meses, outra entre 3 e 5 anos, antes da alfabetização, e uma avaliação completa entre 12 e 18 anos, quando a miopia mais aparece. Criança pequena não sabe que enxerga mal, porque nunca enxergou de outro jeito.

Quem usa óculos precisa ir todo ano?

Depende da idade e das condições, não dos óculos. Até os 39 anos, sem fator de risco, o CBO pede avaliação periódica; a partir dos 40, consulta anual. Se o grau muda com frequência, se você usa lente de contato ou tem alguma das condições que encurtam o intervalo, o oftalmologista define uma frequência menor.

Diabético precisa de que exame, e de quanto em quanto tempo?

Do exame de fundo de olho com pupila dilatada, o mapeamento de retina, a cada ano. No diabetes tipo 2 começa no diagnóstico; no tipo 1, cinco anos depois dele. O oftalmologista pode complementar com retinografia e OCT quando encontra alteração. Dois anos de intervalo só para quem teve exames normais e tem baixo risco, e é decisão do médico.

Tenho glaucoma na família. Com que idade começo a fazer exame?

Antes dos 40, que é a idade em que a doença costuma se manifestar na população em geral. A Sociedade Brasileira de Glaucoma aponta a genética como a principal causa, então quem tem pai, mãe ou irmão com glaucoma precisa de consultas periódicas com medida da pressão do olho e fundo de olho desde cedo. A frequência é definida pelo oftalmologista.

Conteúdo educativo, revisado pelo corpo clínico. Não substitui a consulta. A indicação de qualquer exame ou tratamento é feita em avaliação médica individual. As afirmações médicas seguem fontes citadas ao longo do texto: sociedades médicas brasileiras, o Conselho Brasileiro de Oftalmologia e a Agência Nacional de Saúde Suplementar.

Agende sua avaliação

Consulta, exames e cirurgia no mesmo endereço, no Centro de Juiz de Fora. Informe o convênio ao agendar, ou peça o valor particular.